25mar

“Quem tem peito, dá LEITE. Quem não tem, dá FORÇA”

Que o mundo virtual está cheio de informações sobre amamentação, isso todo mundo sabe. Mas é importante estar sempre em busca de informação de QUALIDADE. Uma fonte confiável é muito importante na hora de se preparar para amamentar! Por isso, venho aqui recomendar a webconferência “Quem tem peito, dá leite. Quem não tem, dá força”, que será ministrada pelo Dr. Marcus Renato de Carvalho no próximo dia 30 de março, quarta-feira, às 9h, na Escola Virtual para Pais.

A webconferência é GRATUITA, mas é necessário um cadastramento prévio (no site do projeto).  Se você nunca participou de uma palestra online, essa é a chance de fazer uma estréia em grande estilo. A sala de aula da Escola Virtual para Pais é super interessante, rápida e fácil de acessar, bastando ter um computador simples com acesso à internet.

Nos vemos lá!

Fonte: http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id_artigo=2464

 

20mar

Abaixo assinado contra o fim do curso de Obstetrícia da USP

Gostaria de convocar a todos os leitores deste blog para que assinem o abaixo-assinado contra o fim do curso de Obstetrícia da USP. É um absurdo que, ainda em 2011, a classe médica seja capaz de tão forte pressão quando já vemos comprovado que uma gestação de baixo-risco não só pode, como deve ser acompanhada por parteira ou enfermeira-obstetra. Este blog está obviamente solidário à causa, uma vez que sabemos que a amamentação tem início já na sala de parto, na humanização do atendimento e no respeito ao protagonismo da mulher. Assinem e divulguem!

A notícia está aqui: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/usp+leste+pode+fechar+mais+de+300+vagas/n1238177421365.html

Grupo de apoio no Facebook: https://www.facebook.com/home.php?sk=group_149118918485370&ref=notif&notif_t=group_added_to_group

Abaixo-assinado:  http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/8452

Carta dos alunos de Obstetrícia à sociedade: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-carta-dos-alunos-de-obstetricia.html

 

16mar

Guia de lactância materna

Encontrei esse belíssimo guia hoje, disponível na internet, e gostaria de compartilhar com vocês. Infelizmente está disponível somente em espanhol.

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Retirado daqui: http://issuu.com/antoniolimay/docs/guia_de_lactancia_materna/1

16mar

Bate papo sobre amamentação para gestantes

Gostaria de convidar todas as gestantes e mamães interessadas para o bate papo sobre amamentação que farei na Aquatop Ipanema no próximo dia 23 de março, a partir das 19h20. A academia tem um programa bem legal de atividades físicas para gestantes e, a convite da querida profa. Soraya Longui, mais uma vez terei o prazer de tirar as principais dúvidas e munir as gestantes de dicas valiosas para começar com o pé direito a amamentação dos filhotes.  A atividade é GRATUITA  e está aberta a todos os interessados, não é preciso ser aluna da academia para participar.

Serviço:

O que? Bate papo sobre amamentação para gestantes com Bianca Balassiano Najm

Quando? Dia 23 de março, a partir das 19h20

Onde? Aquatop Ipanema – Rua Prudente de Moraes 1286, Ipanema, Rio de Janeiro

Aguardo vocês!

 

03mar

Congresso Virtual de Aleitamento Materno – ConViAM

Este ano não teremos ENAM e tampouco Congresso de Bancos de Leite Humano. No entanto, temos uma iniciativa pioneira na área que tem tudo pra dar certo: O 1º Congresso Virtual de Aleitamento Materno. Como tudo realizado pelo Dr. Marcus Renato de Carvalho, teremos um evento caprichadíssimo, com palestrantes de primeira linha e temas de interesse para todas as áreas. Adorei a iniciativa, pois certamente um evento virtual possibilita que a informação tenha maior alcance e menor custo para os interessados. Ou seja, tudo a ver com o tema da SMAM 2011. Estarei lá e recomendo!

 

 

 

02mar

SMAM 2011 – Amamentação: uma experiência em 3D

 

A WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) lançou um calendário comemorativo da Semana Mundial de Aleitamento Materno 2011, contendo informações valiosas sobre como desenvolver esse tema tão complexo e atual, sugerido para este ano. Abaixo, vocês encontram o texto traduzido para o português. O link para a página da SMAM está aqui e o calendário pode ser baixado aqui.

Por que 3D?

Quando falamos em apoio à amamentação, a tendência é pensar em 2 dimensões: tempo (da gravidez ao desmame) e lugar (a casa, comunidade, sistema de saúde, etc.). Mas nenhum desses tem muito impacto sem a TERCEIRA dimensão – comunicação!

A comunicação é parte essencial na proteção, promoção e apoio à amamentação.

O que podemos fazer para ter uma experiência 3D – Mexa-se e celebre!

1) Conecte-se com outros ativistas da amamentação por email ou blog, Facebook ou Twitter, e comece a planejar!

2) Entre em contato com comunicadores locais: professores, jornalistas, publicitários, estudantes, líderes comunitários – para ajudá-los a construir e compartilhar mensagens vitais e aumentar a conscientização.

3) Entre em contato com unidades de saúde locais e ajude-os a implementar estratégias de alcance para mulheres grávidas e lactantes ou cursos de treinamento para consultores em aleitamento e aconselhamento em amamentação.

4) Escreva para seu empregador e órgãos governamentais locais ou nacionais e peça patrocínio para um evento da SMAM e, caso necessário, alerte-os sobre a necessidade de prevenir conflitos de interesses evitando apoio ou qualquer forma de colaboração de indústrias ou representantes de produtos abrangidos pelo âmbito da legislação. (No caso brasileiro, da NBCAL).

5) Seja o anfitrião de um evento onde as pessoas podem compartilhar suas histórias com criatividade – uma exposição de arte em conjunto, um monólogo, uma competição de vídeos online, festival de filmes, feira alternativa de artesanato, fórum de discussão virtual, o céu é o limite!

6) Incentive o ensino da amamentação em escolas e universidades e a integração com organizações que já trabalhem com causas sociais para realçar a amamentação através de pontos de vista variados.

7) Fale com as pessoas à sua volta!

 

Que resultados queremos alcançar este ano?

– Estimular comunidades e unidades de saúde a usar novas tecnologias para atingir o maiore número de pessoas com informações sobre amamentação e alertá-los sobre os conflitos de interesse que surgem, quando entidades que obtêm lucro a partir da venda ou distribuição de produtos abrangidos pelo Código Internacional de Publicidade de substitutos do leite materno (no Brasil, NBCAL) promovem a amamentação.

– Aumentar o alcance do ativismo em prol da amamentação, envolvendo grupos que geralmente demonstram menor interesse (p. ex.: jovens, homens, ativistas de planejamento familiar).

– Desenvolver e melhorar a orientação de técnicas de comunicação em amamentação e treinamento de saúde e buscar participação ativa dos jovens.

– Através das redes, criar e ampliar canais de comunicação entre diferentes setores, para que a informação e feedback em amamentação possam ser acessados e intensificados.

– Encorajar especialistas em amamentação e comunicadores experientes a tornarem-se mentores de novos ativistas e recém chegados à nova era da comunicação, independente da faixa etária.

– Explorar, apoiar, reconhecer e implementar comunicações inovadoras com criatividade aproxima e proporciona um espaço para que as pessoas desenvolvam suas idéias.

 

Você está falando comigo?

Conexão, sinergia, colaboração, parceria: COMUNICAÇÃO. Estas palavras capturam a energia e o poder do desenvolvimento humano. Há vinte anos, no Centro Innocenti, um grupo de profissionais de saúde e líderes globais uniram forças para uma causa que vale a pena – o apoio, promoção e proteção da amamentação por todo o mundo. A Semana mundial da amamentação foi criada para comemorar a Declaração de Innocenti e, desde então, tornou-se um evento anual celebrado por milhares de pessoas em todo o mundo.

Atualmente, a internet nos traz a possibilidade de encontrar facilmente informação sobre qualquer coisa. Usamos as redes sociais para encontrar rapidamente amigos e familiares que moram longe. Em relação à amamentação, existe muita informação disponível através destes canais. Não há dúvida de que a amamentação fornece uma bagagem de saúde nutricional e preventiva para bebês e crianças, e é uma das práticas mais sustentáveis da terra. A amamentação também é importante para as mulheres – ajudando-as a perder peso após o parto, protegendo-as contra o câncer de mama e outras doenças, e adiando o retorno da menstruação e ovulação. No entanto, em muitos lugares do mundo ainda travamos uma batalha contra os baixos índices de amamentação exclusiva e continuada. Por que existe uma lacuna entre o que sabemos e o que está efetivamente acontecendo, e o que podemos fazer a respeito? Assim como os componentes do leite materno, que formam um complexo vital de nutrientes e células vivas, a interação renovada e animada entre as pessoas é vital para cultivar e apoiar as mães que amamentam! Estas interações fazem com que a mãe saiba que não está sozinha! Enquanto governos locais e nacionais respondem ao crescimento das disparidades no sistema de saúde e recessão econômica em suas comunidades, a amamentação se estabelece consistentemente como uma iniciativa sustentável, democrática e uma resposta de baixo custo a estas pressões. Campanhas tais como a SMAM, Healthy People 2020 nos EUA, One Million Campaign e outras políticas de saúde em muitos países, esclarecem às mães que é possível amamentar.

Com tantas formas de comunicação acessíveis pela ponta dos dedos, agora é o momento perfeito para compartilhar e empoderar. O desafio é encontrar mensagens criativas com as quais possamos nos identificar, envolvendo também espectadores não-tradicionais. Um público importante é a geração jovem. Jovens tem uma variedade de idéias, energia e entusiasmo e desempenham um importante papel na formação do futuro de suas comunidades. Uma mãe precisa sentir-se apoiada, mas este apoio precisa vir de fontes e setores múltiplos, com mensagens corretas e consistentes de todos os seus contatos.

O tema da SMAM 2011 nos lembra que amamentar é uma experiência 3D – uma oportunidade de ter um maior alcance, um investimento em um futuro saudável e, finalmente, uma lente ímpar através da qual vemos o mundo. Lembremos – para obter sucesso nesta campanha precisamos comunicar. Nós somos o mundo, e nós queremos saber porque amamentar é importante. Este ano estamos pedindo a cada um de vocês que amplie seus horizontes, através de todo e qualquer meio de comunicação ao qual tenha acesso, e compartilhe as mensagens necessárias para empoderar toda mulher e toda comunidade, para que tenham sucesso no ideal de amamentação.

Tradução livre de Bianca Balassiano Najm

Retirado de  World Breastfeeding Week Calendar 2011

 

02mar

Revista Breastfeeding Today, edição 6

Já está disponível a edição 6 da revista Breastfeeding Today, uma publicação da La Leche League International. Vale a pena conferir!

01mar

“Não quer dormir sozinho” por Laura Gutman

É claro que as crianças não querem dormir sozinhas! Não querem, nem devem. Os bebês que não estão em contato com o corpo de suas mães, experimentam um inóspito universo sombrio que os afasta do desejo de bem estar que traziam consigo desde o período em que viviam no ventre amoroso de suas mães. Os recém-nascidos não estão preparados para um salto no escuro: a um berço sem movimento, sem cheiro, sem som, sem sensação de vida.

Esta separação do corpo da mãe causa mais sofrimentos do que podemos imaginar e estabelece um contra-senso na relação mãe-filho. Não há nenhum problema em trazer as crianças para nossa cama. Todos estaremos felizes. Basta experimentar e constatar que a criança dorme sorrindo, que a noite é suave e que nada pode ser contraproducente quando há bem-estar. Lamentavelmente as jovens mães desconfiam da própria capacidade de compreender os pedidos dos filhos, que são inconfundivelmente claros. É socialmente aceita a idéia de que satisfazer as necessidades de um bebê o transforma em “mimado”, ainda que obtenhamos na maior parte das vezes o resultado oposto do esperado, já que na medida em que não dormimos com nossos filhos, nem os tocamos, nem os apertamos, eles nos reclamarão mais e mais.

Pensemos que o “tempo” para as crianças pequenas é um momento doloroso e comovente se a mãe não as acode, ao contrário das vivências intra-uterinas, onde toda a necessidade era atendida instantaneamente. Agora, a espera dói. Se as crianças precisam esperar muito tempo para encontrar conforto nos braços de sua mãe, se aferrarão com vigor aos seios, mordendo, ferindo-os ou chorando, assim que consigam este acesso. O medo será a principal companhia, pois saberão que a ausência da mãe voltará a qualquer momento a assombrá-los. As crianças tem o direito de exigir o contato físico, já que são totalmente dependentes dos cuidados maternos. Têm consciência de seu estado de fragilidade e fazem o que toda criança saudável deve fazer: exigir cuidados suficientes para sua sobrevivência. A noite é longa e escura, e nenhuma criança deveria passar por isso sozinha.

Até quando? Até que a criança não precise mais.

Laura Gutman

Publicado originalmente na Newsletter de Março de 2011

Tradução livre de Bianca Balassiano Najm

01mar

Dicas que podem garantir o sucesso da amamentação

Fiz esse post no início do ano para o Blog da Zazou Gestante e achei que ficou bem completo, por isso compartilho aqui com vocês:

Durante a gestação, muitas mamães direcionam toda sua atenção para o desenvolvimento do bebê e o crescimento da barriguinha, a montagem do novo quarto, a rotina familiar após a chegada do bebê e, principalmente, para o parto. Porém, muitas vezes se esquecem de um assunto bastante importante: a amamentação. Isto porque, convencionou-se dizer que a amamentação é um ato instintivo. Muito pelo contrário! A sucção realmente é instintiva para o bebê, porém a amamentação é um aprendizado, tanto para o bebê quanto para a mãe. Por isso, nada melhor do que munir-se de boa informação e orientação ainda durante a gestação, para evitar que os pequenos percalços e intercorrências dos primeiros dias, ponham fim ao sonho da grande maioria das mamães de amamentar suas crias.

Listarei abaixo as melhores dicas para garantir o sucesso na amamentação:

1) Combinar com o pediatra que fará a sala de parto, de preferência em uma consulta ainda durante a gestação, que você quer o bebê no seio na primeira hora de vida. Colocar o bebê ao seio imediatamente após o nascimento ajuda na manutenção da temperatura corporal do bebê, estimula a liberação da ocitocina – hormônio que rege as contrações uterinas para expulsão da placenta e que dá início à liberação do colostro – estando associado a uma maior duração do período da amamentação exclusiva e, é claro, estimula os sentidos do bebê para que este aprenda com mais facilidade a abocanhar o seio;

2) Pedir também ao pediatra que avise por escrito em seu prontuário da maternidade que não é necessário ofertar complemento ao seu bebê pois estará em aleitamento materno exclusivo, além de proibir a exposição à bicos artificiais (mamadeiras e chupetas) e pedir o alojamento conjunto. Todas essas medidas facilitarão o início da amamentação, pois o bebê estará alerta quando vier ao seio, aprendendo com mais facilidade como mamar com eficiência;

3) Prestar atenção ao posicionamento e pega do bebê: ele deve abocanhar toda a aréola e não somente o mamilo, pois somente assim consegue extrair o leite que necessita. Além disso, o bebê que puxa somente o mamilo fica cansado e irritado com mais facilidade e acaba, por fim, machucando o seio da mãe. Além disso, a boca deve estar bem aberta e com os lábios pra fora (lábios de peixinho).

4) Esquecer o relógio! Durante 9 meses seu bebê teve acesso à alimentação através da placenta durante 24 horas por dia. Não espere que ele vá nascer e se alimentar como um reloginho, com intervalos pré-determinados. Ofereça o seio ao bebê sempre que ele pedir, de 8 a 12 vezes ao dia, sem olhar pro relógio. Apenas fique atenta, pois se as mamadas começam a ficar muito longas (40, 50 minutos) geralmente o bebê está fazendo uma sucção não nutritiva – apenas mexendo de leve a boquinha, sem abocanhar toda a aréola e movimentando a mandíbula – então é hora de descansar um pouquinho, para evitar as fissuras e rachaduras.

5) Comece dando um peito por vez: isso vai garantir que o bebê chegue ao leite posterior, aquele que é mais rico em gorduras e que vai saciar a fome, deixando-o dormir por um pouco mais de tempo.

6) Nos primeiros dias, seu bebê terá acesso ao colostro, que é um leite bastante denso e amarelado, que contém os anticorpos de que ele tanto necessita. Porém, não se assuste! O volume deste leite é bem pequeno, mas ele é capaz de nutrir e satisfazer o bebê por vários dias. A grande maioria das mães percebe a descida do leite entre o 3º e o 7º dia pós-parto. Nesta fase, os seios ficam bastante duros e pesados, a aréola esticada e algumas mães chegam a sentir febre e moleza no corpo. Caso o seio esteja muito duro, com a pele brilhosa e endurecida, faça massagens circulares com movimentos firmes, iniciando da aréola até a extremidade do seio. Depois, faça um pouco de ordenha manual, tirando o excesso de leite até que sinta a aréola bem mole e flexível. Só então ofereça o seio ao bebê, pois com o peito muito cheio e duro é difícil que ele consiga abocanhar a aréola toda e massagear os ductos da maneira necessária para extrair o leite que precisa.

7) Caso sinta dor, desconforto, ou mesmo dúvidas, procure a ajuda de um profissional o quanto antes! Algumas maternidades oferecem o serviço de uma enfermeira de lactação, ou você pode chamar uma consultora em amamentação (em sua casa ou no próprio hospital) ou ainda visitar um Banco de Leite, onde será orientada. Não ofereça a mamadeira antes que buscar ajuda pois, sem saber, você pode estar minando a amamentação de seu filho.