06fev

Cursos para gestantes no Rio de Janeiro – Núcleo Carioca de Doulas

14set

Estreia mundial do filme “Freedom for Birth” (Liberdade para nascer) no Rio de Janeiro!

LIBERDADE PARA NASCER – LANÇAMENTO GLOBAL
A REVOLUÇÃO DAS MÃES

Um novo documentário que reposiciona o parto e o nascimento como a mais urgente questão de Direitos Humanos na atualidade será lançado em centenas de premières em todo o mundo no mesmo dia, 20 de setembro de 2012. No Rio de Janeiro, a exibição será no Auditório da Universidade Cândido Mendes Ipanema – Rua Joana Angélica, 63 – 6º andar (Auditório) às 19h30, seguido de debate sobre a liberdade de escolha do local de parto.

Liberdade para Nascer é um documentário de 60 minutos com os maiores especialistas mundiais sobre o tema e advogados internacionais da área de Direitos Humanos, todos conclamando por uma mudança radical nos sistemas obstétricos mundiais.

Hermine Hayes-Klein, advogado dos EUA e organizador da recente Conferência sobre Direitos Humanos no Parto em Hague, na Holanda, diz: “O modo como o parto e o nascimento são tratados em muitos países ao redor do mundo é profundamente problemático. Milhões de mulheres grávidas são empurradas para hospitais, deitadas e cortadas. Elas estão sujeitas a intervenções cirúrgicas e farmacológicas desnecessárias que seus prestadores de cuidado admitem publicamente que são impostas por questões financeiras ou de conveniência. Mulheres de todo o mundo estão acordando para o fato de que o parto e o nascimento não precisam ser assim e não deveriam sê-lo. Desrespeito e abuso não são preços necessários a pagar pela segurança”.

Realizado pelos cineastas britânicos Toni Harman e Alex Wakeford, Liberdade para Nascer conta a história da parteira húngara Agnes Gereb que foi presa por dar suporte a mulheres que escolhem parir em casa. Uma das mulheres acompanhadas por Agnes decidiu levantar-se conta essa injustiça.

Grávida de seu segundo filho, Anna Ternovsky levou seu país para o Tribunal Europeu de Direitos Humanos e ganhou um caso histórico que tem implicações profundas para o parto em todo o mundo.

Toni Harman, um dos cineastas, diz: “A decisão do caso Ternovsky versus Hungria no Tribunal Europeu de Direitos Humanos em 2010 significa que, agora, na Europa, todas as mulheres têm o direito legal de decider onde e como vai parir. E ao redor do mundo, significa que, se uma mulher sente que seus Direitos Humanos estão sendo violados porque suas escolhas sobre parto não estão sendo respeitadas, ela pode utilizar o poder da lei para proteger esses direitos. Com o lançamento de Liberdade de Nascer, nós esperamos que milhões de mulheres fiquem cientes de seus direitos legais e, por isso, nosso filme tem o potencial de deflagrar uma revolução mundial no cuidado à maternidade. De fato, nós estamos chamando isto de A Revolução das Mães.”

No Brasil, recentemente, duas grandes mobilizações nacionais foram organizadas por mulheres da sociedade civil para defender o direito de escolher onde e como parir – a “Marcha do Parto em Casa”, em junho de 2012, e a “Marcha pela Humanização do Parto”, em Agosto de 2012, ambas realizadas simultaneamente em mais de 30 cidades em todo o país. Somente na primeira Marcha, estima-se que mais de 5.000 pessoas reuniram-se para defender o direito de escolha das mulheres, bem como reivindicar mudanças no modelo obstétrico vigente no Brasil – onde 52% dos nascimentos ocorrem através de um procedimento cirúrgico e em torno de 25% das mulheres relatam ter sofrido violência obstétrica durante o parto (conforme dados de estudos nacionais).

O lançamento do filme Liberdade para Nascer já está confirmado em centenas de exibições simultâneas em todo o mundo, incluindo algumas cidades brasileiras. O Rio de Janeiro está entre elas!

Organização:
Obstare – Assistência Médica Integral à Mulher (Ana Fialho)
Posso Amamentar – Consultoria em Amamentação (Bianca Balassiano)
Ishtar Espaço para Gestantes Rio de Janeiro

Apoio:
Universidade Cândido Mendes

ATENÇÃO!
Cópia legendada em português!
Capacidade da sala: 120 pessoas
Evento gratuito. Serão distribuídas senhas (no máximo 2 por pessoa), por ordem de chegada, a partir das 17 horas, até o limite de pessoas que a sala comporta.

Site oficial do filme: http://www.freedomforbirth.com/

Evento no Facebook (para divulgação): https://www.facebook.com/events/114788045337590/

15ago

Entrevista para o Via Blog: “Toda criança tem direito ao aleitamento materno”

Essa semana fui entrevistada para o Via Blog. Abaixo ou no link vocês podem conferir o resultado! Aguardo os comentários…

Toda criança tem direito ao aleitamento materno

14 de agosto de 2012 | por  | Categoria(s): NOTÍCIAS

Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA garante o direito de toda criança à amamentação. O estatuto coloca, ainda, como responsabilidade do poder público, das instituições e dos empregadores propiciar condições adequadas ao aleitamento materno.

“Esse direito é importante porque, de tudo o que há disponível para alimentar uma criança até os seis meses ou mais – até os seis meses exclusivamente e, depois, até quando isso for bom para a mãe e para a criança – o leite materno é o melhor. Ele concede anticorpos para a criança, que, quando nasce, tem a imunidade muito baixa e é o leite materno que vai conferir a proteção inicial de que ela precisa. Ele vai colonizar todo o sistema digestivo da criança para que ela possa receber, futuramente, outros alimentos e vai garantir que ela tenha um desenvolvimento saudável. É o direito de a criança receber o melhor”, explicou Bianca Balassiano, psicóloga e consultora em amamentação.

A psicóloga lembra, ainda, que é preciso garantir, além da nutrição da criança, o desenvolvimento emocional saudável, o que passa pelo desejo da mãe de amamentar seu filho. “A amamentação é uma oportunidade de desenvolvimento do vínculo da mãe com o bebê. Esse vínculo é importante para o desenvolvimento da criança, para que ela possa ser autoconfiante, para que ela possa se desenvolver como sujeito no mundo, e a amamentação é uma oportunidade de estreitamento desse vínculo”, disse Balassiano ao apontar que alguns estudos relacionam a amamentação também à menor incidência de violência doméstica. “Para a questão emocional, o importante é que a mãe tem uma grande oportunidade de passar um tempo olhando seu filho, conhecendo seu filho, mantendo contato até desenvolver um vínculo enriquecido, prática que se perde quando você faz o uso, por exemplo, de uma mamadeira que qualquer pessoa pode oferecer. Eu não estou dizendo que se não houver amamentação não pode haver vínculo, que fique claro, mas a amamentação é uma oportunidade: se puder acontecer é maravilhoso, se não puder, é preciso encontrar outros caminhos para estabelecer esse vínculo”, explicou.

Embora os órgãos de saúde recomendem o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, as mães conseguem, no máximo, quatro meses de licença maternidade para poder amamentar. “Para que as mães possam amamentar ao longo dos seis meses, existe o aparato legal que prevê a entrada no trabalho uma hora mais tarde ou a saída uma hora mais cedo; ou o direito a dois intervalos de meia hora além dos intervalos oficiais”, disse Balassiano.

A maioria das mães usa esse intervalo para ordenhar o leite e armazená-lo para manter o aleitamento. “Mas para isso é preciso planejamento. A gente recomenda que a mãe comece a armazenar o leite um mês antes de voltar ao trabalho, para ter um estoque. Também é preciso alguém que possa alimentar a criança com esse leite enquanto a mãe estiver trabalhando, para poder manter o aleitamento exclusivo até o mais próximo possível dos seis meses”, explicou a especialista.

No Brasil, não há doação de leite de mãe para mãe, como existe em outros países em que mães doadoras podem ser encontradas até mesmo por meio da internet. “No Brasil, não temos isso porque a legislação diz que o leite doado precisa passar por processo de pasteurização, uma vez que não há como rastrear os exames de sangue da mãe em doações diretas. A gente sabe, porém, que isso acontece, em especial em comunidades com menos acesso à informação, com níveis sociais mais baixos. Já os bancos de leite, responsáveis pelo armazenamento e pelo processamento de leite materno, não fazem doação para as mães, eles fornecem leite apenas para os bebês internados nos hospitais referência”, disse a consultora em amamentação ao explicar que, no caso de mães que não possam amamentar – por serem, por exemplo, portadoras de doenças contagiosas –, as opções se restringem às fórmulas substitutivas do leite materno.

Campanhas deveriam alertar para possíveis problemas

Promovida pela Organização Mundial da Saúde – OMS, a Semana Mundial do Aleitamento Materno, que aconteceu, no início do mês, em mais de 170 países, teve como objetivo estimular a amamentação e melhorar a saúde de crianças menores de cinco anos em todo o mundo.

Apesar do mérito de chamar a atenção da população para o tema, para Balassiano, as campanhas deveriam também fornecer informações sobre como lidar com os problemas que podem surgir durante o período de amamentação. “A gente sempre tem as campanhas do Ministério da Saúde, que são lançadas durante aSemana de Aleitamento, mas, na verdade, eu fico um pouco decepcionada. As campanhas valorizam o aleitamento, mas deixam de informar que o aleitamento materno nem sempre vai acontecer sem problemas, nem sempre a mãe vai sair do hospital amamentando bem, sem nenhuma intercorrência, e deixam de explicar onde a mãe poderá buscar ajuda”, observou a consultora em amamentação.

Orientação pode ser buscada na Rede de Bancos de Leite Humano

O Brasil tem a maior Rede de Bancos de Leite Humano do mundo. São mais de 200 bancos de leite espalhados pelo país, que oferecem, além do serviço de armazenamento, processamento e pasteurização do leite, e orientação gratuita para a população sobre o aleitamento materno. “A gente exporta tecnologia para o mundo inteiro em bancos de leite, mas aqui a maioria das pessoas desconhece esse serviço. Isso aconteceu comigo. Fui mãe há sete anos e tive um problema com a amamentação da minha filha. Como estava bem informada, no segundo dia de vida da minha filha fui até o banco de leite humano no Instituto Fernandes Figueira, aqui no Rio de Janeiro, e fui atendida maravilhosamente bem por enfermeiras e acompanhada por pediatra. Acho que minha história de amamentação só foi bem-sucedida por causa desse tipo de apoio”, contou a especialista sobre o serviço gratuito mantido pela Fundação Oswaldo Cruz.

Para encontrar o Banco de Leite Humano mais próximo de onde você mora, consulte esta página

Bernardo Vianna / VIA blog

 

01ago

Campanha de Amamentação 2012 – Ministério da Saúde

 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo Vaz, lançaram, nesta quarta-feira (1/08) no Rio de Janeiro, a Campanha Nacional de Amamentação 2012. O evento integra a 21º Semana Mundial de Amamentação, que ocorre até o dia 7 de agosto, com comemorações em todo o País. Durante a ocasião, Padilha anunciou R$ 45 milhões para investir na qualificação do pré-natal em 2.120 municípios. As ações fazem parte da estratégia Rede Cegonha, lançada em 2011, para ampliar e qualificar a assistência prestada às gestantes e aos bebês no Sistema Único de Saúde (SUS).

“As mães que enfrentaram dificuldades de amamentar no passado foram fundamentais para reforçar a importância de conscientizar as mulheres sobre os benefícios do aleitamento hoje”, lembrou o ministro Alexandre Padilha durante o lançamento da campanha que este ano tem como tema “Amamentar hoje é pensar no futuro”. A madrinha deste ano é a cantora Wanessa, mãe de José Marcus, nascido em janeiro. “Agradeço profundamente a você Wanessa por ter aceitado este convite. O Ministério da Saúde tem sempre gratidão e alegria em saber que mulheres como você nos ajudam a acabar com mitos sobre aleitamento materno”, declarou Padilha.

A campanha produzida pelo Ministério da Saúde e a SBP tem como objetivo incentivar às mães brasileiras a amamentar até os dois anos ou mais e de forma exclusiva até os sexto mês de vida do bebê. “Foi a maior descoberta da minha vida este dom que é amamentar. Se a mulher pode e tem saúde para amamentar não há motivo para não fazê-lo”, destacou Wanessa. O leite materno é um dos maiores aliados no combate à mortalidade infantil. Só na última década, o Brasil reduziu a taxa em 47%, graças a um conjunto de políticas públicas voltada para a família, a gestante e a criança.

Matéria retirada do link: http://www.blog.saude.gov.br/ministerio-da-saude-e-sbp-lancam-a-campanha-nacional-de-amamentacao-2012/

Abaixo você encontra o material oficial da Campanha de Amamentação 2012 para download e divulgação:

 

Campanha Amamentação 2012 – vídeo oficial

 

Material retirado de: http://www.blog.saude.gov.br/compartilhe-na-rede-amamente/#amamente

 

30jul

Resposta à matéria “A encantadora de mães”, Segundo Caderno do Jornal O Globo – 30/07/2012

Em referência à matéria “A encantadora de mães” publicada na coluna “Boa Gente” (Joaquim Ferreira dos Santos) do Segundo Caderno do Jornal O Globo desta segunda-feira, 30/7/2012, gostaria de esclarecer que não há nenhuma evidência científica a respeito da utilização da gordura animal como efeito protetor ou cicatrizante para as intercorrências da mama durante a fase da amamentação.  Acredito que um veículo de comunicação deste porte deveria buscar fontes confiáveis ao publicar este tipo de informação, uma vez que ela atinge um número muito grande de mulheres que, ao fazerem uso deste tipo de prática, podem colocar em risco sua saúde física e de seus bebês.

No entanto, existem inúmeras publicações científicas que comprovam que as fissuras e rachaduras comumente observadas no período inicial da amamentação estão diretamente relacionadas à pega e posicionamento incorreto do bebê ao seio. Sendo assim, a melhor orientação que pode ser dada às novas mamães, seria que observassem estes aspectos ao invés de colocarem produtos de origem duvidosa em contato com as fissuras mamárias, uma vez que a presença de microrganismos pode inclusive dar início a um processo infeccioso. Além disso, toda mãe tem à sua disposição o próprio leite materno que, aplicado sobre o seio após cada mamada, pode otimizar o processo de cicatrização além de possuir efeito antibactericida e  antisséptico.

O Brasil é o país com maior número de Bancos de Leite Humano no mundo, sendo inclusive responsável por exportar tecnologia em processamento e armazenamento de leite humano. Além deste trabalho, os Bancos de Leite também oferecem à população orientação e aconselhamento para amamentação gratuitamente, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, Organização Mundial de Saúde (OMS), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Unicef. Sugiro a este distinto veículo de comunicação que procure fontes mais confiáveis e seja mais responsável ao publicar informações das quais possam decorrer inúmeros danos à saúde materno-infantil, principalmente neste momento tão vulnerável da vida do binômio mãe-bebê que são os primeiros dias do puerpério. Profissionais capacitados certamente não faltam.

 

Bianca Balassiano Najm

Psicóloga e Consultora em Amamentação

 

 

25jul

Marcha pela humanização do parto no Rio de Janeiro

Movimento contra as Resoluções 265 e 266/12 do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (CREMERJ) que vetam a participação de doulas, parteiras e obstetrizes em partos hospitalares e a participação de médicos em equipes de parto domiciliar planejado.

 

 

 

Convocação à MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO

Prezados(as),

À favor da Humanização da assistência ao parto no Brasil, indignadas com as resoluções do Cremerj publicadas no dia 17 de julho deste ano de 2012: nº 265/12, que visa punir os médicos cariocas que prestarem assistência a partos domiciliares e também os que fizerem parte de equipes de retaguarda caso a mulher que opte por um parto domiciliar e necessite de remoção a um hospital. E a resolução nº 266/12 que proíbe a participação de “doulas, obstetrizes, parteiras etc” (conforme o texto original) em partos hospitalares.

Essas resoluções supracitadas, além de ferir o nosso direito de escolha sobre quem nos acompanhará e o local de nascimento de nossos filhos e serem opostas ao que recomenda a OMS, o Ministério da Saúde e as mais atualizadas evidências científicas, estamos organizando uma manifestação em repúdio a essas resoluções, a favor da Humanização do Parto e Nascimento e pela soberania da mulher sobre seus direitos sexuais e reprodutivos.

Convidamos aos cidadãos e cidadãs e instituições a participarem e apoiarem a MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO.

A MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO acontecerá no dia 05/08/2012, com concentração às 14 horas na Praia de Ipanema, altura do posto 9.

As bandeiras da MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO são:

Que a Mulher tenha o direito de escolher como , com quem e onde deve parir;

Pelo cumprimento da Lei 11.108, de abril de 2005. Que a mulher tenha preservado o direito ao acompanhante que ela desejar na sala de Parto;

Que a mulher possa ter o direito de acompanhamento de uma Doula em seu trabalho de parto e parto;

Que a mulher, sendo gestante de baixo risco, tenha o direito de optar por um parto domiciliar planejado e seguro, com equipe médica em retaguarda caso necessite ou deseje assistência hospitalar durante o Trabalho de Parto;

Que a mulher tenha o direito de se movimentar livremente para encontrar as posições mais apropriadas e confortáveis durante seu trabalho de parto e parto;

Que a mulher possa ter acesso a metodos naturais de alívio de dor durante o trabalho de parto, que consistem em: massagens, banho quente, compressa, etc;

Contra a Violência Obstétrica e intervenções desnecessárias que consistem em: comentários agressivos, direcionamento de puxos, exames de toque, episiotomia, litotomia, etc;

Pela fiscalização das altas taxas de cesáreas nas maternidades brasileiras e que as ações cabíveis sejam tomadas no sentido de reduzir essas taxas;

Pela Humanização da Assistência aos Recém-Nascidos, contra as intervenções de rotina;

Que a mulher que optar pelo parto domiciliar tenha direito ao acompanhamento pediátrico caso deseje ou seja necessário.

Todas as nossas bandeiras são respaldadas por evidências científicas e recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Federação Internacional de Ginecologia e Obstetricia (FIGO), Ministério da Saúde entre outras.

Chegou a hora de darmos um basta à mercantilização do parto e nascimento, não somos rebanho, não somos mercadoria, somos Humanos e temos o direito de receber nossos filhos cercados de amor, paz e, primordialmente, RESPEITO!

Contamos com seu apoio, divulgação e presença!

Maria Antonieta Oliveira

MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO

Organizadoras:

Maria Antonieta Contato: (21) 8416-2787
Ana Kacurin Contato: (21) 8817-3993

Assessoria de Imprensa:

Ellen Paes (21) 8724-3139

Apoiadoras na promoção e organização:

Ana Cordeiro
Rebeca Bricio
Thalita Dol Essinger
Roberta Calábria
Laura Morgado

Release Oficial

Mulheres se manifestam contra decisão de Conselho de Medicina

Cremerj proíbe a participação de acompanhantes profissionais em maternidades e causa revolta.

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro publicou na última quinta-feira (19) uma resolução que proíbe mulheres de contarem com a assistência de obstetrizes, doulas e parteiras em hospitais maternidades, assim como, outra resolução que proíbe e pune médicos-obstetras que acompanhem partos domiciliares, ou ainda, aqueles que deem retaguarda para parturientes com necessidade de remoção de parto em casa para o hospital.
Organizações Não-Governamentais, representantes de movimentos sociais e mulheres de todo o Brasil estão se manifestando em repúdio às resoluções através das redes sociais e planejando realizar um novo movimento, a exemplo da Marcha do Parto, ocorrida no mês de junho, para chamar a atenção da sociedade civil para a questão. A manifestação vai ser realizada no domingo (5/8), na altura do Posto 9 da praia de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro.
As mulheres consideram que a decisão do Conselho contraria evidências científicas que comprovam a melhoria da qualidade da experiência do parto e a redução de intervenções médicas desnecessárias quando um parto é assistido por esses profissionais, que são qualificados para atuar nesse sentido. Já é conhecida e divulgada a importância das doulas e obstetrizes em um modelo de assistência obstétrica humanizado e centrado na mulher. As resoluções, inclusive, vão contra diretrizes do próprio Ministério da Saúde, que tem trabalhado nos últimos anos dentro da Política Nacional de Humanização da Saúde, principalmente no que diz respeito ao Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento instituído pelo Ministério da Saúde através da Portaria/GM n.o 569, de 1/6/2000.
Para elas, as resoluções entram em contradição com o próprio Código de Ética Médica, que fala do respeito à autonomia. “Capítulo I, inciso XXI – No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas”.
As mulheres classificam a decisão do Cremerj como arbitrária. Em um país que alcança a primeira colocação mundial em realização de cesarianas, no qual as taxas desse tipo de cirurgia chegam a 52%, superando os 80% em hospitais privados e em alguns chegando a ultrapassar os 90%, essas resoluções podem ser consideradas como um retrocesso, ou, no mínimo, tendenciosas, por contribuírem para continuar perpetuando um modelo violento, que tira o poder e o direito de escolha da mulher, violando assim, seus direitos reprodutivos. Infração ética muito maior são as chamadas cesáreas eletivas sem indicação médica, realizadas sob pretextos não respaldados pela literatura.
Diversos estudos demonstram que as consideradas altíssimas taxas de cesáreas em hospitais brasileiros não ocorrem a pedido das mulheres, uma vez que a maior parte delas continua demonstrando preferência por parto normal, sendo conduzidas no decorrer da gestação a mudarem de opinião pelos próprios obstetras.

Acompanhantes profissionais e evidências científicas

A participação de obstetrizes (profissionais formadas em curso superior de Obstetrícia) não somente integra o modelo transdisciplinar de assistência ao parto, como tem demonstrado resultados até superiores ao esperado. De acordo com a Biblioteca Cochrane, uma espécie de coleção de fontes de informação de evidências em atenção à saúde, em uma assistência promovida por obstetrizes, as mulheres têm menor risco de hospitalização antenatal, de analgesia regional e de parto instrumental. Ou seja: têm maiores chances de partos sem anestesia e parto vaginal espontâneo, além de maior sensação de controle durante o nascimento do bebê e mais facilidade para dar início ao aleitamento materno.
Em relação às doulas (acompanhantes profissionais de parto, responsáveis pelo conforto físico e emocional da parturiente durante o pré-parto, nascimento e pós-parto), 21 ensaios clínicos com mais de 15 mil mulheres mostraram que aquelas que receberam esse tipo de suporte tiveram menor risco de relatar insatisfação com a experiência do parto, menor duração do trabalho de parto, menor risco de cesariana, entre outras vantagens.

Retirado da página oficial da Marcha no Facebook: https://www.facebook.com/marchapelahumanizacaodoparto

05jul

Bate papo sobre amamentação e aula aberta de Yoga para gestantes no RJ!

Que tal participar de uma aula aberta de Yoga para Gestantes com direito a bate papo sobre amamentação? Vai ser nessa 2a feira, dia 9/07, no Estúdio Saraswati com a profa. Fabrisia Freitas e comigo, Bianca Balassiano, falando sobre amamentação. O encontro é aberto e gratuito, participe e divulgue! Dia 9/07, a partir das 12h30 – Rua Ataulfo de Paiva 706/201, Leblon/RJ.

02jul

Aprendendo a amamentar

 

Reproduzo aqui a matéria da jornalista Camila Goytacaz, para a qual fui consultada no site “A Saúde do seu Filho“. Aqui está o link para a matéria completa.

 

 

Aprendendo a amamentar

Existe uma grande rede de apoio onde mulheres encontram ajuda para amamentar

A ideia que se tem é que após darem a luz, as mulheres irão facilmente estabelecer a rotina de amamentação com seus bebês. Mas, na prática surgem dúvidas e, não raro, desconfortos. Os primeiros dias são de adaptação para a dupla e, como todo processo, o aleitamento também requer aprendizado. Há, inclusive, especialistas, chamadas consultoras em aleitamento, uma categoria profissional comum nos Estados Unidos e na Europa, cujo trabalho é orientar as mães em questões relativas à amamentação.

Muitas mulheres não têm o hábito de procurar ajuda na hora de amamentar, tratam a questão como íntima e falam pouco sobre suas dificuldades. No entanto, quanto mais informada e auxiliada, maior é a chance de se ter uma boa experiência. Segundo a psicóloga e consultora em amamentação Bianca Balassiano, do site Posso Amamentar, “além das questões práticas, o foco do aconselhamento está no vínculo mãe-bebê e em todos os aspectos emocionais do puerpério. É importante ver o que as campanhas de amamentação não mostram: que nem sempre amamentar é fácil e natural, mas existe uma grande rede de apoio em que as mães podem buscar ajuda, como por exemplo, os bancos de leite, no qual o Brasil é referência”.

O mais difícil é o começo

No início, certamente amamentar não é das tarefas mais fáceis. E não é à toa: estamos nos adaptando à chegada de um bebê na família, o corpo está flácido e cansado, sentimos vontade de dormir o dia todo, o marido quer atenção, as visitas não param de ir e vir, e tudo que queremos é ter tempo de almoçar com o prato ainda quente. O primeiro mês geralmente é o mais difícil. Então, tente manter a calma. Você e seu bebê ainda vão levar tempo para se acostumar a essa nova realidade. Aos poucos, aprenderá como dividir melhor o tempo, delegar tarefas e descansar junto com o bebê. Não se esqueça que a amamentação é um aprendizado e que vocês percorrerão esse caminho juntos.

Para começar do básico, veja as dicas de como colocar o bebê ao seio1:

O mais importante é acertar a pega de sucção. Dê suporte ao seio com os dedos em “C”, por baixo da mama. Não aperte o seio próximo ao mamilo, com as mãos em “tesoura”, pois isso atrapalha o fluxo.

Traga o bebê para perto do seio – o nariz e o queixo devem tocar a mama2.

Faça uma “pinça” apertando toda a aréola e vá encostando seu mamilo na boca do bebê, até que ele faça uma boa abertura. Solte toda a aréola dentro da boca.

Dê apoio à cabeça do bebê com suas mãos.

Depois que o bebê já estiver sugando, tente ver se os lábios estão virados para fora (peixinho), e não amassados para dentro. Com seu dedo, você pode forçar levemente a abertura empurrando o queixo para baixo2. O lábio superior, por sua vez, deve quase tocar o nariz do bebê.

Veja aqui as dicas de Bianca para que amamentar seja prazeroso e tire suas dúvidas.

Não marque hora para mamar

Ofereça o seio em livre demanda, sempre que o bebê aceitar. Durante nove meses o bebê teve acesso à alimentação através da placenta, 24 horas por dia. Não espere que ele vá nascer e se alimentar com intervalos pré-determinados. Ofereça o seio ao bebê sempre que ele pedir, de oito a 12 vezes ao dia, sem olhar para o relógio.

Intervalos nos dias e nas noites

O bebê precisa fazer pelo menos de oito a dez mamadas num período de 24 horas. Durante o dia, acorde-o a cada duas ou três horas. Durante à noite, é possível deixá-lo fazer um estiro mais longo, de quatro a cinco horas.

Busque o conforto

Use várias almofadas e travesseiros para dar apoio às suas costas e aos braços e tenha um banquinho para os pés. Não fique presa a uma poltrona, vá experimentando vários assentos da casa. Alterne também a posição do bebê na mamada.

A preparação do seio

Nunca ofereça o seio ingurgitado (muito cheio e duro de leite) ao bebê. Primeiro, faça massagens; depois, ordenhe um pouco. Se surgirem fissuras ou dores, evite sutiãs apertados, protetores que ficam úmidos com facilidade e procure expor o seio ao sol de cinco a dez minutos – “É uma dica incrível para a cicatrização”, diz Bianca.

Evite mamadeiras

O padrão de sucção no bico artificial – seja de mamadeiras ou chupetas – é diferente do seio. Quando o bebê se acostuma a esses objetos e tenta reproduzir o mesmo padrão ao mamar, pode acabar por machucá-la.

1 BABYCENTRE. How to breastfeed: a visual guide. Disponível em: http://www.babycentre.co.uk/baby/breastfeeding/visualguide/. Acesso em: 21 maio 2012.

2 SOS AMAMENTAÇÃO. Como amamentar. Disponível em: http://www.sosamamentacao.org.pt/Amamenta%C3%A7%C3%A3o/ComoAmamentar/tabid/207/Default.aspx. Acesso em: 21 maio 2012..

Link para a matéria completa: http://bebe.abril.com.br/canais/a-saude-do-meu-filho/aprendendo-a-amamentar-questao-de-saude.shtml

01maio

Dia do trabalhador e a Mãe trabalhadora que amamenta

Em comemoração ao Dia do Trabalho e, levando em conta as frequentes dúvidas que habitam o coração das mamães que voltam a trabalhar –  principalmente quando esse retorno acontece antes do término do período da amamentação exclusiva –  resolvi postar aqui alguns textos que podem ajudar muitas pessoas.

 

Essa aqui é a Cartilha da Mãe Trabalhadora que Amamenta, uma cartilha elaborada pelo Ministério da Saúde contendo todo tipo de informação referente às leis que protegem a mãe durante o período da amamentação. Contém também algumas dicas para que você possa atravessar esse período turbulento da melhor maneira possível.

 

E aqui estão dois textos que podem ser interessantes:

A mãe que amamenta e trabalha fora

Explore ao máximo sua bomba tira-leite

 

Espero que vocês gostem!

 

 

28abr

Inspiração para mães de gêmeos

Muitas mães entram em contato comigo buscando apoio para amamentação em situações adversas: bebês com alguma deficiência motora, prematuros, cirurgia prévia de redução de mamas, retorno precoce ao trabalho. Dessas todas, as mais temerosas quase sempre são as mães de gêmeos: o pavor já vem desde a gestação… Como vou dar conta de mais de um bebê ao mesmo tempo? Será que vou ter leite suficiente para alimentar duas crianças? Como vou fazer se os dois tiverem fome ao mesmo tempo?

Pensando nisso, e acompanhando a história de sucesso da Silvia Motta, mãe de Pedro e Gabriel, pedi a ela que fizesse um relato da amamentação dos dois, que nasceram de parto natural em janeiro de 2012.

Eles seguem em amamentação exclusiva até hoje, aos quase 4 meses, e a Silvia é uma verdadeira guerreira que, além de amamentar esses bebezinhos que estão lindos, gorduchos e saudáveis, ainda está doando leite excedente ao Banco de Leite do IFF. Ou seja, munida de investimento, confiança e muito apoio, é possível produzir leite suficiente para amamentar gêmeos.

Relato de amamentação de Pedro e Gabriel, por Silvia Motta.

Relato de parto de Pedro e Gabriel, por Silvia Motta.

Espero que a história da Silvia sirva como motivação para as mamães de gêmeos! Quem quiser ouví-la pessoamente pode vir às reuniões do Ishtar Rio, onde ela e o maridão sempre nos emocionam com seus relatos inspiradores. E aproveito para colocar algumas imagens sugerindo posições interessantes para amamentar gêmeos ao mesmo tempo.

 

 

E para quem lê em inglês, indico fortemente o livro: Mothering Multiples: Breastfeeding & Caring for twins or more, de Karen Kerkhoff Gromada.